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Na PepsiCo, batata frita para adulto é o que mais cresce

April 4, 2019

 

A batata frita Lay's é a marca de salgadinhos que mais cresce no portfólio da PepsiCo. As três fábricas, em Curitiba (PR), Itu (SP) e Sete Lagoas (MG), que produzem o salgadinho direcionado ao público adulto e também a batata Ruffles, voltada a adolescentes, somam cerca de 120 mil toneladas de batatas processadas por ano.

A fábrica de Curitiba, visitada ontem pela reportagem do Valor, está funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Nela, trabalham 600 pessoas. Considerando as três fábricas, são 2 mil funcionários. A companhia emprega, ao todo, 10 mil pessoas no país.

A PepsiCo considera que a Lay's, que chegou ao país há sete anos, já cumpriu a missão de conquistar o consumidor adulto, mas ainda está expandindo sua distribuição. "De todas as marcas de portfólio de salgadinhos, a que cresce de forma mais acelerada é Lay's", diz a diretora de Marketing de Snacks da PepsiCo, Anna Carolina Teixeira. A empresa não informou os resultados de vendas da Lay's, mas confirma presença em todo o Brasil - chegou às regiões Norte e Nordeste em 2018.

O plano é aumentar os pontos de distribuição. "A ideia é que a Lay's chegue ao mesmo número de pontos de distribuição que outros produtos do portfólio, por isso é preciso dobrar [o número dos] locais onde está sendo distribuída", disse a diretora. A empresa não enxerga concorrentes neste mercado. "Pringles seria a que mais se aproxima, mas com preços e produtos diferentes", diz, referindo-se ao produto da Kellogg's.

O processo de colheita e produção, que no primeiro semestre é concentrado no Paraná, e na segunda metade do ano em São Paulo e Minas Gerais, é rápido. Em Curitiba, onde as batatas são colhidas em área próxima à fábrica, o processo pode ser feito em 24 horas.

Depois de colhida, a batata é lavada, descascada com uma espécie de escova, fatiada no formato chips, frita em óleo, e recebe sal ou sabores - mais suaves na Lay's do que na Ruffles. A Lay's, segundo a companhia, não recebe conservantes.

No Brasil, a PepsiCo compra batatas de 40 produtores nos Estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Cerca de 50% deles fornecem insumos exclusivamente à companhia.

As sementes da batata usadas pela PepsiCo foram desenvolvidas em laboratórios localizados nos Estados Unidos e no Peru.

O ideal é que o tubérculo tenha pouca água em sua composição, assim a batata fica mais seca depois de frita. Baseado no tipo de clima, os produtores fazem o plantio de determinados tipos de sementes.

A remuneração dos produtores é estabelecida previamente em acordos firmados com a empresa, tomando como base a produtividade média da região e o custo. A margem de lucro fica garantida nesse tipo de contrato.

O agrônomo Alexandre Dzierwa afirma que sua empresa optou pelo modelo em razão da segurança. "O mercado de batatas no Brasil oscila muito. Temos períodos nos quais vários produtores precisam fechar seus negócios e parar de produzir, porque o preço está ruim. Há outros muito bons. Trabalhamos nesse formato pela segurança. De preço, de pagamento e de planejamento", diz Dzierwa, de 31 anos. Sua família é fornecedora da PepsiCo há três gerações.

Os Dzierwas cultivam o tubérculo na Lapa, Porto Amazonas e Palmeira, municípios próximos à capital paranaense. Por necessitar de um clima mais ameno, os agricultores do Paraná concentram as colheitas de matéria-prima no primeiro semestre - o plantio ocorre de agosto a março. No segundo semestre, as batatas são oriundas de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O diretor de Agronegócios da PepsiCo, Marcelo Zanetti, diz que a companhia dá suporte financeiro e apoio para a mecanização e automação de processos. Devido às especificidades da cultura, que não pode ser repetida em uma mesma área por três anos após a colheita, e as exigências de qualidade, o trabalho é realizado de forma planejada. Atualmente, a companhia projeta o consumo já para 2021 e 2022.

Após deixar o campo, as batatas seguem para o beneficiamento (seleção, lavagem e carregamento) e para as fábricas da PepsiCo. Tanto no beneficiamento quanto na fábrica, são realizados testes para que os tubérculos estejam nos padrões determinados pela multinacional. A batata deve, por exemplo, medir de 3,8cm a 10 cm, no máximo.

A PepsiCo também produz outras marcas de salgadinhos como Doritos, Pingo D'ouro, Baconzitos, Stiksy, Cheetos, Fandangos e Sensações. A companhia não informou seus resultados em 2018, capacidade produtiva instalada e nem as expectativas de vendas para o ano.

No ano passado o lucro operacional na América Latina cresceu 13% (de US$ 924 milhões para R$ 1,049 bilhão), mesmo com o aumento do custo operacional e de despesas com marketing e publicidade.

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