© 2015 - Braga & Associados. Criação de Kurupira Design.

SIGA-NOS:

  • w-facebook
  • Twitter Clean

País perde R$ 193,1 bi com contrabando de mercadorias

March 14, 2019

O Brasil perdeu R$ 193,1 bilhões no ano passado com o contrabando de mercadorias. Esse número é 32% superior às perdas de 2017, que foram de R$ 146 bilhões. Foi o maior crescimento anual desde 2014, primeiro ano em que o estudo, feito pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), foi publicado. O estudo será divulgado hoje.

De acordo com Edson Vismona, presidente do FNCP, o aumento do contrabando está ligado ao avanço do volume da pirataria, de fraudes e de falsificação, principalmente, em setores como o de vestuário, defensivos agrícolas, cigarros, cosméticos e materiais esportivos:

— O aumento da atividade ilegal nesses setores é reflexo da crise econômica, já que caiu o poder aquisitivo do consumidor.

CRIME ORGANIZADO E MILÍCIAS

Do total de R$ 193,1 bilhões perdidos no ano passado, R$ 132,3 bilhões se referem às perdas produtivas do setor, que deixam de vender seus produtos. Outros R$ 60,8 bilhões são referentes ao montante que o poder público deixa de arrecadar com impostos.

— Todos perdem. A indústria deixa de vender e reduz seus investimentos. O governo arrecada menos com impostos.

O consumidor compra produtos falsificados que podem ter uma qualidade duvidosa. Ganham apenas o crime organizado e as milícias que financiam o comércio ilegal — explica Vismona.

Segundo Paulo Parente Marques Mendes, sócio do escritório Di Blasi, Parente & Associados, o Brasil deixou de ser um importador de pirataria e está cada vez mais produzindo produtos falsificados. Ele ressalta que a crise econômica vem aumentando o número de pessoas que estão indo para a informalidade.

— E, com isso, aumenta a venda de produtos falsificados ou fruto de contrabando ou descaminho. O país e a sociedade perdem em geração de empregos formais e recolhimento de impostos.

Felipe Barreto Veiga, sócio do BVA Advogados , lembra ainda que o avanço das vendas pela internet ajuda a impulsionar o mercado ilegal. Para ele, o consumidor, atrás do computador, deixa de ter o estigma de comprar um produto pirata em um reduto de comércio ilegal:

— Mesmo com o esforço de algumas grandes empresas de internet, que usam o marketplace (venda de outras marcas) em diminuir o volume de vendas de produtos piratas em suas plataformas, existem sites dedicados ao comércio de produtos de origem duvidosa.

Please reload

Notícias em Destaque

Os supermercados da rede Walmart Brasil, que pertence ao Grupo Big, iniciaram a adoção do nome Big.

Os primeiros pontos de venda a passarem pela mudanç...

Rede de supermercados Walmart no Brasil mudará de nome para Big

24/10/2019

1/10
Please reload

Notícias Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga-nos
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square